Terminologia – Serviço Extra Institucional de Saúde

O Serviço Extra Institucional de Saúde – considerando:

1. Que toda modalidade nova de entrega de serviços apresenta termos específicos que precisam ter os seus significados bem explícitos, para que todos os interessados possam ter a mesma compreensão:

2. Que as Diretrizes para a Regulamentação do Setor de Serviços Extra-Institucionais de Saúde, por ser um trabalho pioneiro no Brasil, contêm palavras e expressões com significados próprios que necessitam, portanto, dos seus respectivos conceitos ou definições, para que todos os que vierem a utilizar o presente trabalho tenham o mesmo entendimento do vocabulário universal;

3. Que cabe, ainda, esclarecer que a expressão “Home Care”, ao invés de significar apenas “Atendimento Domiciliar”, é amplamente aceita pelos profissionais que fazem deste ramo de saúde, no Brasil, uma de suas principais atividades;

4. A necessidade de utilizar um vocabulário que apóie ações esclarecedoras;

5. A necessidade de redigir um vocabulário na língua materna do país onde se opera o sistema;

6. A necessidade de esclarecimentos de alguns termos em linguagem estrangeira agora em pleno uso nesta modalidade;

Define:
Os principais termos técnicos utilizados em uma EP-SEIS terão os conceitos definidos, conforme segue:

1. Home Care é o termo que, em língua inglesa, significa “cuidados no lar ou cuidados domiciliares”, utilizado também, erroneamente, com o significado global de atendimento, internamento, assistência, atenção domiciliária de saúde. Deve ser substituído pelo termo SEIS ou Serviço Extra-institucional de Saúde por não representar claramente a essência deste serviço.

2. Empresa de Home Care é o termo utilizado para descrever uma empresa prestadora de serviços extra-institucionais de saúde. Deve ser substituído pela sigla EP-SEIS.

3. EP-SEIS é uma instituição jurídica que atua na área de serviços domiciliares de saúde. Essa empresa deve ser legalizada de acordo com as leis Municipais, Estaduais e Federais e, em seu corpo de funcionários e dirigentes, conta com, no mínimo, um Diretor/Coordenador Médico, um Diretor/Coordenador de Enfermagem devidamente registrados nos seus conselhos regionais de classe, e um administrador.

4. Serviço de SEIS é a provisão de serviços de saúde física e mental, e equipamentos especializados para o paciente/paciente em um ambiente extra-institucional.

5. Atendimento Domiciliar é o ato de assistência ao paciente em que o profissional provê os cuidados, tratamentos ou serviços, segundo um plano de tratamento estruturado, que requeira o retorno programado do profissional, para cumprir metas terapêuticas, curativas, reabilitatórias ou paliativas, cujas tarefas necessárias não precisem de internamento hospitalar para ser desenvolvidas. Deve ser substituído pelo termo cuja sigla é SEIS-STA.

6. Internamento Domiciliar é o ato de assistência ao paciente em que o profissional provê os cuidados, tratamentos ou serviços, segundo um plano estruturado, cuja demanda requeira a presença contínua ou não do profissional, e que venha em substituição ao internamento hospitalar. Este termo deve ser substituído pelo termo cuja sigla é SEIS-SIH.

7. Visita é o ato de assistência ao paciente em que o profissional provê os cuidados, tratamentos e/ou serviços dentro de um determinado tempo, que não deve exceder a 1h e 30 min ou ser menor que 30 min, para o qual pode ou não exigir um plano de tratamento estruturado.

8. Acompanhamento é a manutenção da vigilância da condição de saúde do paciente, via telefone ou por intermédio de visitas periódicas para fins de educar, orientar e encaminhar o paciente para o nível adequado de atenção ou serviços em saúde e cujo objetivo principal é a prevenção.

9. SEIS é a sigla para Serviço Extra-Institucional em Saúde. Este termo substitui o uso do termo inglês “Home Care” ou o termo em português “Atendimento Domiciliar” por ser mais abrangente das atividades atuais desta modalidade.

10. EP-SEIS é a sigla para Empresa Prestadora de Serviços Extra Institucionais em Saúde. Este termo substitui o uso do termo inglês “Home Health Care Agency”, por ser mais abrangente das atividades atuais desta modalidade.

11. SEIS-STA é a abreviatura para Serviço Extra-Institucional de Saúde -Substituição do Tratamento Ambulatorial- neste caso, O termo SEIS-STA vem em substituição ao serviço de ambulatório, como no caso de tratamentos fisioterápicos em que o paciente não tem a necessidade de permanecer internado em um hospital, porém o qualifica para os serviços SEIS.

12. SEIS-SIH é a sigla para Serviço Extra-Institucional de Saúde- Substituição ao Internamento Hospitalar. Esta sigla identifica que o serviço prestado vem em substituição ao internamento Hospitalar, evitando assim as dúvidas quanto à cobertura contratual pela fonte pagadora.

13. SEIS-PAA é a sigla para Serviço Extra-Institucional de Saúde- Programa de Apoio Assistencial- Neste caso, os serviços prestados são de caráter assistencialista de apoio, o paciente não possui qualificação clínica que justifique sua permanência em regime de internamento institucional. Este serviço é de caráter assistencial, raramente possuindo cobertura contratual pelas operadoras de Plano de Saúde.

14. SEIS-PTO é a sigla para Serviço Extra-Institucional de Saúde-Programa de Tratamento Odontológico. Este serviço visa a realização de procedimentos preventivos, curativos, restauradores e de urgência e emergência, para reduzir e ou eliminar o desconforto do paciente.

15. SEIS-PTCC é a sigla para Serviço Extra-Institucional de Saúde- Programa de Treinamento e Capacitação do Cuidador, este serviço visa treinar o “cuidador”, capacitando-o às tarefas necessárias para, de forma segura e eficaz, assumir os cuidados necessários para manter o paciente em um ambiente extra-institucional. Este serviço é cada vez mais reconhecido pelos Planos de Saúde por proporcionar cuidadores habilitados o que em retorno (,) reduz o número de re-hospitalizações, melhora a qualidade de vida do paciente e diminui o custo da fonte pagadora.

16. SEIS-PGC é a sigla para Serviço Extra-Institucional de saúde- Programa de Gerenciamento de Casos. Esta sigla Identifica o paciente que está envolvido com o programa de Gerenciamento de Caso (definido em detalhes neste glossário).

17. SEIS-PGP é a sigla para Serviço Extra-Institucional de saúde- Programa de Gerenciamento de Patologias. Esta sigla Identifica que o paciente está envolvido com o programa de gerenciamento de patologia (definido em detalhes neste glossário).

18. SEIS-PPT é a sigla para Serviço Extra-Institucional de Saúde – Programa Preventivo Trans-telefônico. Este serviço visa, por intermédio de ações preventivas gerenciais multidisciplinares, (sem os cuidados diretos ao paciente), gerenciar os fatores de risco em saúde com o objetivo de prevenir a doença, ou a piora do quadro clínico, reduzindo assim o custo da entrega de serviços em saúde e a manutenção de uma qualidade de vida saudável. O SEIS-PPT pode utilizar tecnologias conhecidas como telemedicina e ou telenfermagem.

19. SEIS-PAC é a sigla para Serviço Extra-Institucional de Saúde-Programa de Apoio ao Cuidador. Este serviço fornece um substituto temporário do cuidador informal, visando proporcionar períodos de descanso ao mesmo, tendo como uma de suas metas principais reabilitar o cuidador informal e impedir que o mesmo se torne um paciente e deixe de ter as condições de físicas e mentais para exercer as tarefas de cuidador informal.

20. SEIS-PDGM é a sigla para Serviço Extra-Institucional de Saúde-Programa de Distribuição e Gerenciamento de Medicamentos. Serviço que gerencia a distribuição de medicamentos a populações de usuários específicos e a utilização dos medicamentos, fornecendo também, apoio educativo ao paciente, com a meta de otimizar o regime terapêutico e eficácia do tratamento.

21. SEIS-RS é a sigla para o Serviço Extra-Institucional de Saúde- Remoção Simples. Serviço de transporte de pacientes através de veículo equipado para este fim, de acordo com as especificações da ANVISA.

22. SEIS-RUTI é a sigla para o Serviço Extra-Institucional de Saúde- Remoção UTI. Serviço de transporte de pacientes através de veículo equipado para este fim , de acordo com as especificações da ANVISA.

23. SEIS-CP é a sigla para o Serviço Extra-Institucional de Saúde – Cuidados Paliativos. Programa que visa proporcionar ao paciente terminal uma transição pacífica, digna e confortável para o óbito. A equipe utiliza-se de técnicas especializadas para acompanhar o paciente e a família em todas as fases do luto, pré e pós-óbito.

24. SEIS-PSF é a sigla para Serviço Extra-Institucional de Saúde-Programa Saúde da Família.Criado pelo Ministério da Saúde em 1994, para priorizar as ações de prevenção, promoção e recuperação da saúde das pessoas, de forma integral e contínua.Para isso, cada equipe formada por médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem e agentes comunitários de saúde que devem criar vínculos e se aprofundarem no conhecimento da realidade onde vive o paciente.

25. SEIS-ACS é a sigla para Serviço Extra-Institucional de Saúde- Agente Comunitário de Saúde, Tem como figura principal o Agente Comunitário de Saúde (ACS) que é um integrante da equipe de saúde local e atua na comunidade onde mora. Seu trabalho é voltado para o núcleo familiar, com atenção especial às pessoas com maior risco de adoecer ou morrer.

26. EM-SEIS – Equipe Multiprofissional de Serviço Extra-Institucional de Saúde -Grupo de profissionais que compõem a equipe técnica da EP-SEIS, com a função de prestar assistência clínico-terapêutica e psicossocial a pacientes em regime extra-institucional.

27. Escritório (filial ou Satélite)- Extensão da empresa de atendimento domiciliar, que presta serviços num determinado município. Trata-se de um escritório ligado à empresa-matriz, com a qual compartilha a administração, a supervisão, a licença de operação e de outros serviços.

28. Área geográfica é a área em que a empresa de Atendimento Domiciliar está autorizada a atuar.

29. Terceirização é a atividade provida por outras empresas de serviços de Extra Institucionais de Saúde, através de contrato com a empresa da qual o paciente é associado, conforme suas necessidades.

30. Paciente é a pessoa que, em seu domicílio, recebe cuidados, tratamentos, serviços ou equipamentos especializados.

31. Serviço Temporário é a atividade de profissionais da área médica ou de outras áreas clínicas, trabalhando como pessoal de apoio, provido por uma empresa de serviços de saúde, em caráter temporário.

32. Inclusão é o processo de admissão do paciente aos serviços de Extra-institucionais de Saúde.

33. Planejamento de Alta é o processo objetivo, que orienta, instrui e prepara o paciente (ou seu cuidador) na transição para uma vida independente dos serviços da EP-SEIS. Esse planejamento deve começar no dia da inclusão.

34. Consentimento informado trata-se do ato de consentir a realização de um procedimento ou tratamento, baseado em uma decisão bem informada a respeito daquilo que se está consentindo, para tanto, o transmissor (pessoa que esta explicando o que deve ser consentido) deve utilizar-se de linguagem compatível com o nível de compreensão do receptor (pessoa que esta recebendo a informação em ordem de tomar uma decisão e consentimento informado).

35. Desligamento é o processo de alta do paciente no que tange aos serviços prestados pela EP-SEIS.

36. Episódio é o número total de minutos necessários para efetuar uma visita domiciliar ao paciente. Esse tempo deve ser calculado da seguinte forma: número de minutos de viagem até o paciente + número de minutos dispensados ao paciente, (deve ser de, no mínimo, 30 minutos, podendo ser mais prolongado, de acordo com a necessidade do paciente). Caso o profissional encerre seu trabalho com uma única visita, será considerado como parte do episódio, o tempo necessário para ele voltar a sua base.

37. Plano de Terapêutico é o conjunto de instruções que dizem respeito às terapias e cuidados a serem executados pelo profissional médico, equipe especializada ou pelo paciente depois de receber as devidas e documentadas instruções. Essas instruções devem ser escritas em impressos adequados e assinadas pelo coordenador de serviços clínicos.

38. Fonte Pagadora Jurídica Formal é a pessoa jurídica que formalmente estabelece um relacionamento de paciente e comprador por intermédio de um contrato formal de serviços na área de SEIS.

39. Fonte Pagadora Física Formal é a pessoa física que formalmente estabelece um relacionamento de paciente e comprador por intermédio de um contrato formal de serviços na área de SEIS.

40. Dossiê é o arquivo que contém antecedentes civis e criminais, com inscrição no órgão fiscalizador e relatório do departamento de trânsito (todos referentes aos candidatos e/ou empregados da empresa de atendimento domiciliar), que visa à qualificação dos empregados e à segurança dos pacientes da empresa.

41. Tempo de Permanência: período compreendido entre a data de inclusão e a data de desligamento, atendendo aos parâmetros contidos no plano de tratamento.

42. Escola ou Universidade devidamente registrada no MEC é uma instituição aprovada pelos governos Estadual e Federal que forma profissionais nas mais diversas áreas, tais como: Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Serviço Social, Auxiliar de Enfermagem e Técnico de Enfermagem.

43. Auxiliar de Enfermagem é a pessoa que, habilitada em um Curso de Auxiliar de Enfermagem, atua sob a supervisão direta de uma Enfermeira, conforme a Lei do Exercício Profissional Nº 7.498/86.

44. Assistente Social é o profissional graduado em Curso Superior, na área de Assistência Social, que aconselha os pacientes e/ou seus cuidadores, visando o ajustamento social e emocional do paciente.

45. Enfermeiro é o profissional graduado em Curso Superior, que atua na área de Enfermagem.

46. Fisioterapeuta é a pessoa graduada em Curso Superior, que atua na área de Fisioterapia.

47. Fonoaudiólogo é o profissional graduado em Curso Superior, que atua na área de Fonoaudiologia.

48. Médico é o profissional graduado em Curso Superior, que atua na área de Medicina.

49. Nutricionista é o profissional graduado em Curso Superior, que atua na área de Nutrição.

50. Psicólogo é o profissional graduado em Curso Superior, que atua na área de Psicologia.

51. Técnico em Enfermagem é a pessoa graduada em programa de formação Técnica em Enfermagem, que atua sob supervisão de Enfermeiro, em tarefas relacionadas com os problemas de saúde do paciente.

52. Terapeuta Ocupacional é o profissional graduado em Curso Superior, que atua na área de Terapia Ocupacional.

53. Supervisão direta é a supervisão que acontece no local de trabalho do indivíduo que está sendo supervisionado.

54. Supervisão indireta é a supervisão em que o supervisor não se encontra presente no ambiente de trabalho do indivíduo que está sendo supervisionado.

55. Caso (-) refere-se a um conjunto de condições, dados, e situações clínicas relacionadas a uma dada patologia ou condição que, de forma interligada, influenciam o de eventos e resultados que acompanham o paciente no intervalo entre enfermidade e saúde.

56. Gerenciamento de Caso é um sistema de acompanhamento e gerenciamento em saúde, utilizado para um grupo selecionado de pessoas escolhidas, com base em critérios que as identifiquem como pertencentes a uma categoria diagnóstica, e que representam um risco mais significativo, em comparação a outras pessoas pertencentes à mesma categoria diagnosticada.

57. Gerenciador de Caso é o Enfermeiro responsável pela coordenação da entrega de serviços em saúde, para um determinado grupo de pessoas, com base nas necessidades identificadas pelo estudo de grupo de risco. Suas responsabilidades incluem, entre outras, educação do paciente e da família, acompanhamento, gerenciamento e monitoramento do paciente em um “continuum” entre a saúde e a enfermidade.

58. Fonte Pagadora Formal é a entidade jurídica que se compromete, através de contrato, a arcar com o custo dos serviços a serem prestados ao paciente.

59. Fonte Pagadora Informal é a entidade física que se compromete, através de contrato, a arcar com o custo dos serviços a serem prestados ao paciente.

60. Busca Ativa é o termo que descreve o processo de busca, identificação , triagem e qualificação do paciente para o SEIS específico à sua necessidade. Esse processo termina , quando o caso, já qualificado de acordo com critérios específicos de inclusão, é encaminhado para o processo de captação.

61. Indicação é o ato de indicar um paciente ou paciente para os serviços do SEIS por uma pessoa física ou jurídica. A indicação leva a equipe à avaliação para a inclusão.

62. Fonte indicadora é a pessoa física ou jurídica que faz a indicação.

63. Início verbal dos serviços é a data e hora em que a EP-SEIS recebe a indicação.

64. Captação é o processo pelo qual uma equipe especializada da EP-SEIS capta o caso para a EP-SEIS e inicia o seu protocolo específico que leva o paciente ao processo de inclusão ou não no SEIS. A captação inicia logo após o termino do processo de Busca Ativa.

65. Avaliação para inclusão é a avaliação feita pela Enfermeira avaliadora, objetivando formular uma proposta de tratamento, com o respectivo orçamento, para apreciação e aprovação da fonte pagadora. Esta avaliação faz parte do processo de captação.

66. Avaliação de inclusão é a avaliação feita pela enfermeira, no ato da inclusão do paciente aos serviços de SEIS, através de um exame físico global e de uma tomada do histórico médico do paciente, para fins de estruturação e coordenação do plano de tratamento.

67. Reunião multidisciplinar é uma reunião da equipe multidisciplinar para avaliar a evolução ou involução do paciente, e a conduta a ser seguida, além de analisar e reavaliar o plano de tratamento.

68. Documento de Alta é o documento preenchido no ato do desligamento do paciente dos serviços da EPSEIS. Ele contém, entre outras informações, a orientação para a família e/ou cuidador a respeito dos cuidados que devem ser prestados ao paciente após o desligamento.

69. Lista de medicamentos é uma lista que contém todos os medicamentos que o paciente está usando no momento.

70. Leilão indireto de pacientes é o termo usado para identificar o processo de aprovação de orçamentos de casos específicos pela fonte pagadora formal, por intermédio de solicitação de vários orçamentos a várias EP-SEIS, em que a empresa contratada para prestar os serviços, é a empresa que apresenta o menor preço entre todas, (ressalvados os critérios de qualidade), onde o que conta,muitas vezes, é o custo baixo e não a segurança do paciente. Esta prática não é considerada aceitável também, por incomodar o paciente em um momento de fragilidade e tomar o tempo do médico titular, que acaba respondendo a mesma pergunta para inúmeros prestadores, dando assim uma imagem negativa desta modalidade de atendimento.

71. Critérios de Elegibilidade: conjunto de informações que permite avaliar o enquadramento do paciente na modalidade de SEIS, disponível pela EP-SEIS.

72. Cuidador Informal: pessoa com ou sem vínculo familiar com o paciente, que não faz parte da Equipe Multiprofissional de Serviço Extra-Institucional de Saúde – EM-SEIS, porém se responsabiliza por seus cuidados, atuando também como canal de comunicação entre o paciente e a EM-SEIS.

73. Acompanhante em saúde – uma pessoa cuja função é apenas servir de companhia para o paciente durante o período onde o mesmo, embora estável, necessite da presença de uma pessoa para supervisioná-la e servir de contato entre o ele e o cuidador informal ou formal. A acompanhante em saúde não desenvolve nenhuma tarefa clínica, apenas acompanha.

74. SEIS-PAS, é o programa dentro de uma EP-SEIS, que indicam as pessoas que trabalham como Acompanhante em Saúde. Este tipo de serviço é comumente contratado por famílias que não podem deixar seus filhos, parentes ou amigos sozinhos sem supervisão.

75. Equipamentos Médicos Duráveis são de equipamentos médicos, não eletrônicos, que se caracterizam pela resistência e durabilidade. Exemplos: camas hospitalares, cadeiras de rodas, andadores, suporte para soro, cadeira de banho e outros.

76. Equipamentos Eletrônicos Médico-Diagnósticos são equipamentos eletrônicos utilizados pela EP-SEIS para fins diagnósticos. Exemplos: oxímetros, capnógrafos, ECG, etc.

77. Equipamentos não eletrônicos Médico-Diagnósticos são equipamentos diagnósticos não eletrônicos, como por exemplo, o aparelho utilizado para avaliar a pressão arterial, o estetoscópio e outros.

78. Soluções Medicamentosas são soluções compostas por misturas de um ou mais substancias usadas para a administração interna ou como tratamento tópico.

79. Documentação por exceção é um estilo de documentação que evita a inclusão de informações não relevantes no prontuário do paciente e que visa documentar apenas os fatos anormais, problemas, involuções e evoluções. O profissional não escreve a respeito daquilo que é normal. Por exemplo: a ausculta dos pulmões revelou a ausência de ruídos indicadores de patologia.Neste caso, os pulmões não seriam mencionados por estarem normais (o esperado), a não ser que eles estivessem ruins e tivessem melhorado; este tipo de documentação exige impresso apropriado ao estilo.

80. Acionador é um termo usado para indicar que uma informação clínica anotada em prontuário ou avaliação,e que inevitavelmente , aciona a necessidade de uma análise para possível item de plano de tratamento. Por exemplo: a Enfermeira escreveu em suas anotações que o paciente referiu dor. Ter referido “dor” constitui um Acionador que gerará a necessidade da análise para um possível plano de tratamento para gerenciar a dor.

81. Indicador é o fato ou grupo de fatos, que apóiam probabilidade de um resultado positivo ou negativo , no nível de cuidados ou prognósticos do paciente.

82. Arquivo passivo é o local específico e dedicado ao armazenamento de documentos pertencentes a pacientes e ou pacientes que , ou já receberam alta do SEIS, ou cujos prontuários atingiram um volume de documentos superior à capacidade de armazenamento do fichário, aconselhando a transferência de partes destes documentos para o arquivo morto.

83. Arquivo ativo é o local específico onde é armazenado os documentos, e anotações clínicas de pacientes que ainda não receberam alta do serviço de Home Care.

84. Arquivo de Indicações Não Efetivadas ou AINE é a pasta onde são arquivadas as indicações,e avaliações para inclusão foram feitas, mas que não chegaram a evoluir para uma inclusão. Estes documentos são mantidos para fins de estudos estatísticos e de qualidade.

85. Tarefa em SEIS, relaciona-se com itens específicos de cuidados que devem ser executados, para que se possa manter um nível adequado de saúde do paciente em regime extra-institucional de saúde. Tarefas podem ou não necessitar da perícia técnica de um profissional de saúde.

86. Tarefas necessitando a habilidade técnica ou TNHT, são as tarefas do plano de tratamento que exigem um profissional formalmente treinado na área de saúde para executá-las. Por exemplo: a tarefa de banho de leito, não exige um profissional de saúde para executá-la, enquanto a passagem de uma sonda naso-enteral, sim, exige uma profissional qualificada. Esta denominação pode ser usada para classificação de tarefas necessárias para cuidar de um paciente, para fins de determinação de nível de cobertura pela fonte pagadora.

87. Tarefas Sem a Necessidade de habilidade Técnica ou TSNHT, são as tarefas do plano de tratamento que não exigem um profissional formalmente treinado na área de saúde para executá-las. Por exemplo: a tarefa de banho de leito. Se o plano de tratamento é apoiado somente ou em grande parte , por TSNHT, geralmente uma fonte pagadora formal não dará cobertura.

88. Alta é o processo de finalização dos serviços de uma área clínica específica dentro do serviço extra-institucional de saúde. A alta pode ser parcial ou total.

89. Alta Parcial é o processo de finalização de apenas um ou mais serviços dentro do SEIS, porém, se denomina parcial pelo fato de o paciente continuar a receber outros serviços, como por exemplo: um paciente que estava recebendo serviços de enfermagem e fisioterapia recebe uma alta parcial da fisioterapia, porém, continua a receber os serviços de enfermagem.

90. Alta Total é o processo de finalização de todos os serviços profissionais sendo estendidos ao paciente, porém, a alta total, não quer dizer o mesmo que desligamento do atendimento, pois o paciente pode receber alta de todos os serviços de profissionais e continuar a contratar outros tipos de produtos ou assistência pela EP-SEIS.

91. Alta Técnica é o processo em que, por alguma razão técnica, a EP-SEIS procede à finalização de algum serviço profissional sendo prestado ao paciente. Este tipo de alta também pode ser caráter total ou parcial. Por exemplo, um paciente recusa-se a seguir as instruções do Fisioterapeuta, porém aceita os cuidados de enfermagem, isto constitui parâmetros para a alta técnica parcial dos serviços de fisioterapia e continuidade dos serviços de enfermagem.

92. Desligamento é o processo de total finalização dos serviços ao paciente/paciente. Neste caso, a EP-SEIS deixa de prestar todos os serviços ao usuário.

93. Desligamento Técnico é o processo de total finalização dos serviços ao paciente/paciente por razões técnicas. Neste caso, a EP-SEIS deixa de prestar todos os serviços ao usuário.

94. Período de Certificação consiste do período em que o prestador de serviço está formalmente autorizado a prestar os serviços.

95. Pedido de Prorrogação é a requisição formal por parte do prestador de serviços para assegurar a autorização da fonte pagadora para dar prosseguimento aos cuidados conforme especificado em orçamento de prorrogação, geralmente, este pedido deve ser feito em tempo hábil , dentro do período de certificação de cada caso.

96. Autorização de Prorrogação é a autorização formal pela fonte pagadora , para extensão de serviços requisitados pelo prestador por um pedido de prorrogação. A autorização de prorrogação pela fonte pagadora também deve acontecer dentro do período de certificação do caso.

97. Negativa de Prorrogação é o processo onde a fonte pagadora formalmente recusa-se a prorrogar os tratamentos conforme requisitados no pedido de prorrogação. A fonte pagadora deve gerar esta negativa dentro do período de certificação.

98. Glosa não Informada, é o processo onde a fonte pagadora, mesmo após ter pré-autorizado os serviços e produtos ofertados pela Empresa Prestadora de Serviços Extra-institucionais de Saúde, procedem à glosa da fatura, alegando que os itens não foram autorizados. Este tipo de procedimento pode causar grandes conseqüências para todos envolvidos.

99. Glosa técnica por utilização não autorizada -GTUNA é o processo onde a fonte pagadora, deixa de reembolsar o prestador de serviço por itens utilizados acima de um nível pré-autorizado em orçamento. Por exemplo, o prestador orça enfermagem por 12 horas, por dez dias, porém envia uma fatura que reflete a utilização de enfermagem 24 horas durante o período.

100. Glosa Técnica por Utilização não Justificada -GTUNJ é o processo onde a fonte pagadora deixa de reembolsar o prestador de serviço por itens utilizados acima de um nível que julga justificável. Por exemplo, o prestador orçou 12 ataduras de gaze para fazer a troca de curativo de uma lesão, porém, devido ao fato de que a lesão aumentou a quantidade de exudato, a enfermeira utilizou 40 no período .Sem justificativa quanto ao aumento do exudato, o prestador de serviços envia uma fatura onde cobra por 40 gazes. O revisor de contas nega-se a pagar, porque pela descrição inicial da lesão, a quantidade de 40 gazes é uma utilização não justificada.

101. Aprendizado confirmado é o processo onde o profissional de saúde, formalmente se envolve no treinamento de um cuidador informal, para fins de transferência de tarefas específicas relacionadas tratamento do paciente. Este aprendizado tem que ser confirmado da seguinte maneira, o profissional ensina o cuidador informal e pede a ele que demonstre o sucesso de seu aprendizado por via de demonstrações , onde o aluno demonstra 100% de habilidade em todas as tarefas necessárias , em três provas independentes. Somente após ter demonstrado três vezes a 100% das tarefas, o cuidador informal pode ser considerado habilitado; este processo deve ser bem documentado.

Edvaldo de Oliveira Leme, R.N.C.